Posted by: Orlando Figueiredo | Julho 1, 2008

I ACT no V Seminário Ibérico - I Seminário Ibero-Americano sobre CTS

 

Póster do I ACT

O Seminário Ibérico Ciência−Tecnologia−Sociedade no Ensino das Ciências tem vindo a realizar-se de dois em dois anos, alternadamente em Portugal e Espanha e, ano após ano, tem vindo a contar com a participação de um maior número de investigadores e professores. Por outro lado, a adesão crescente de professores/investigadores da América Latina, indiciando o seu interesse e actualidade, contribui para o rejuvenescimento do importante papel que desempenha no estreitamento de relações científicas e sociais entre comunidades, facilitado pela proximidade das línguas em que comunicam. Consequentemente, a Comissão Organizadora decidiu-se pela designação de V Seminário Ibérico e I Seminário Ibero-Americano dando, assim, destaque a esta dinâmica científico-educativa.

O Seminário vai realizar-se de novo na Universidade de Aveiro, entre 3 e 5 de Julho de 2008 e renova os seus Objectivos.

O I ACT vai participar com a apresentação de um póster da autoria de Orlando Figueiredo (I ACT Portugal) e Brigitte Lundin (I ACT França). Esperamos conseguir promover o projecto não só em Portugal e Espanha mas também em diferentes países da América-Latina do México à Argentina, falantes de português e espanhol de além-mar.

 

Posted by: Orlando Figueiredo | Fevereiro 22, 2008

Escola Secundária de Peniche desenvolve projecto I ACT

Alguns alunos da Escola Secundária de Peniche estão a desenvolver um projecto, seguindo a metodologia I ACT, no âmbito do tema Mudanças Climáticas. Estes alunos mantêm um blog bilingue onde vão publicando o desenvolvimento do projecto. Consulte-o em: aquecimentoglobalesp.blogspot.com

Posted by: Orlando Figueiredo | Dezembro 3, 2007

CARTA AOS COLEGAS PROFESSORES

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Somos um grupo de professores provenientes de diferentes países europeus. Hoje lançámos o projecto I ACT e exortamos todos os professores, da Europa ou fora dela, que partilham connosco a convicção de que enquanto professores temos uma responsabilidade acrescida no planeamento do futuro dos jovens, a juntarem-se a nós.

I ACT foi propositadamente lançado nesta data de forma a coincidir com a abertura da Confêrencia das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas em Bali. Pretendemos afirmar perante, os governantes e outros decisores, que nós, professores, estamos prontos para actuar sobre as mudanças climáticas bem como noutras áreas importantes para o futuro dos jovens e do ambiente, manifestando assim a nossa vontade que eles, governantes e decisores, assumam activamente o seu papel.

Os membros deste grupo são professores comuns. Vamos para as nossas escolas e faculdades diariamente e damos o nosso melhor. Usamos as nossas competências pedagógicas no desenvolvimento de oportunidades que proporcionem o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos. Dedicamo-nos à nossa tarefa e fazemos o melhor que sabemos para estar à altura das nossas responsabilidades.

O nosso sentido de responsabilidade motivou-nos à construção ou ao envolvimento em diversos projectos de cariz social e ambiental - frequentemente à escala europeia - de forma a alargar os horizontes dos nossos alunos. Neste momento, decidimos dar as mãos e construir uma estrutura de apoio aos professores que prefiram trabalhar colaborativamente  na promoção de acções sobre as mudanças climáticas e outros assuntos pertinentes para o futuro das nossas sociedades.

Há um forte consenso, entre cientistas e investigadores proeminentes que os humanos são responsáveis por, pelo menos, alguns dos principais factores que estão na origem das mudanças climáticas. Estas eviências são sublinhadas nos mais recentes relatórios e nas mais recentes conclusões do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC). Alguns destes investigadores vão mais longe e não hesitam em afirmar que as causas antrópicas são, de longe, o factor mais significativo que  está na origem das mudanças climáticas.

Há também um forte consenso que as alterações climáticas, caso se verifiquem, terão um impacto alargado no ambiente em que vivemos bem como nos aspectos económicos, sociais e culturais das nossas vidas. Não nos referimos a mudanças que se perspectivam ao longo de milhões de anos, mas em alterações que deverão acontecer dentro um ou duas gerações.

Não devemos negligenciar a situação de que nos fundamentamos em dados recolhidos, entre outros, pelo IPCC. Devemos olhar para a situação como uma “chamada à luta” similar à chamada da Comissão Burtland, há 20 anos atrás, quando afirmou que “havia chegado o tempo em que é preciso tomar as decisões que assegurem a capacidade dos recursos sustentarem a nossa geração e as gerações futuras.”

O IPCC considera que ainda há tempo para agir. Esta é, sobretudo, uma mensagem para os governantes e decisores mundiais mas é, também, um sinal para cada um de nós que vive neste planeta. É um alerta para que enfrentemos as mudanças que podem acontecer, para aprendermos e compreendermos o que pode ser feito para as minimizar e, dentro das nossas limitações, agir para lidar com os riscos e desafios que se nos deparam.

Enquanto professores, dedicamos as nossas vidas profissionais a educar os jovens e a prepará-los para assumirem, em pleno, as suas vidas profissionais e sociais bem como o exercício de uma cidadania activa. Fazemo-lo porque temos a profunda convicção de que “os jovens são o nosso futuro”. Mas, perante os desafios que as alterações climáticas e outros acontecimentos colocam ao ambiente onde vivemos, o nosso foco aponta cada vez mais para “o futuro dos jovens”.

É esta preocupação com as gerações futuras - com os filhos dos nossos filhos - que está na origem do projecto I ACT. Estamos convictos que esta acção, liderada por professores, que pretende ajudar e encorajar os professores a trazerem, para o palco da sala de aula, assuntos chave relacionados com as questões ambientais e sociais, pode fazer a diferença. Assim, alertamos-vos a todos para agirem no sentido de assegurar “um futuro comum” tanto para a geração presente como para as gerações vindouras.

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BRIGITTE LUNDIN, França - GRZEGORZ POLAK, Polónia - HALINA BEDNARZ, Polónia - HUW ROBERTS, Irlanda - JEAN PIERRE BARTHOLEYNS, Belgica - JOSE MANUEL ESCOBERO, Espanha - KARL DONERT, Reino Unido - MARIA IERVOLINO, Italia - MAREK SAWICKI, Polónia - MAYA ARNAUDOVA, Bulgária - EDUARDO MARIN, espanha - ORLANDO FIGUEIREDO, Portugal - MIKA VANHANEN, Finlândia - TOLGA OZDEMIR, Turquia - SUSANNE PRATSCHER, Áustria - NORA NADJARIAN, Chipre - JANJA. JAKONCIC FAGANEL, Eslovénia - TIM LAVERY, Irlanda - ROMEO MOCANU, Roménia 


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