Carta

Publicado em 3.Dez.2007 

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Somos um grupo de professores provenientes de diferentes países europeus. Hoje lançámos o projecto I ACT e exortamos todos os professores, da Europa ou fora dela, que partilham connosco a convicção de que enquanto professores temos uma responsabilidade acrescida no planeamento do futuro dos jovens, a juntarem-se a nós.

I ACT foi propositadamente lançado nesta data (3 de Dezembro de 2007) de forma a coincidir com a abertura da Confêrencia das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas em Bali. Pretendemos afirmar perante, os governantes e outros decisores, que nós, professores, estamos prontos para actuar sobre as mudanças climáticas bem como noutras áreas importantes para o futuro dos jovens e do ambiente, manifestando assim a nossa vontade que eles, governantes e decisores, assumam activamente o seu papel.

Os membros deste grupo são professores comuns. Vamos para as nossas escolas e faculdades diariamente e damos o nosso melhor. Usamos as nossas competências pedagógicas no desenvolvimento de oportunidades que proporcionem o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos. Dedicamo-nos à nossa tarefa e fazemos o melhor que sabemos para estar à altura das nossas responsabilidades.

O nosso sentido de responsabilidade motivou-nos à construção ou ao envolvimento em diversos projectos de cariz social e ambiental – frequentemente à escala europeia – de forma a alargar os horizontes dos nossos alunos. Neste momento, decidimos dar as mãos e construir uma estrutura de apoio aos professores que prefiram trabalhar colaborativamente  na promoção de acções sobre as mudanças climáticas e outros assuntos pertinentes para o futuro das nossas sociedades.

Há um forte consenso, entre cientistas e investigadores proeminentes que os humanos são responsáveis por, pelo menos, alguns dos principais factores que estão na origem das mudanças climáticas. Estas eviências são sublinhadas nos mais recentes relatórios e nas mais recentes conclusões do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC). Alguns destes investigadores vão mais longe e não hesitam em afirmar que as causas antrópicas são, de longe, o factor mais significativo que  está na origem das mudanças climáticas.

Há também um forte consenso que as alterações climáticas, caso se verifiquem, terão um impacto alargado no ambiente em que vivemos bem como nos aspectos económicos, sociais e culturais das nossas vidas. Não nos referimos a mudanças que se perspectivam ao longo de milhões de anos, mas em alterações que deverão acontecer dentro um ou duas gerações.

Não devemos negligenciar a situação de que nos fundamentamos em dados recolhidos, entre outros, pelo IPCC. Devemos olhar para a situação como uma “chamada à luta” similar à chamada da Comissão Burtland, há 20 anos atrás, quando afirmou que “havia chegado o tempo em que é preciso tomar as decisões que assegurem a capacidade dos recursos sustentarem a nossa geração e as gerações futuras.”

O IPCC considera que ainda há tempo para agir. Esta é, sobretudo, uma mensagem para os governantes e decisores mundiais mas é, também, um sinal para cada um de nós que vive neste planeta. É um alerta para que enfrentemos as mudanças que podem acontecer, para aprendermos e compreendermos o que pode ser feito para as minimizar e, dentro das nossas limitações, agir para lidar com os riscos e desafios que se nos deparam.

Enquanto professores, dedicamos as nossas vidas profissionais a educar os jovens e a prepará-los para assumirem, em pleno, as suas vidas profissionais e sociais bem como o exercício de uma cidadania activa. Fazemo-lo porque temos a profunda convicção de que “os jovens são o nosso futuro”. Mas, perante os desafios que as alterações climáticas e outros acontecimentos colocam ao ambiente onde vivemos, o nosso foco aponta cada vez mais para “o futuro dos jovens”.

É esta preocupação com as gerações futuras – com os filhos dos nossos filhos – que está na origem do projecto I ACT. Estamos convictos que esta acção, liderada por professores, que pretende ajudar e encorajar os professores a trazerem, para o palco da sala de aula, assuntos chave relacionados com as questões ambientais e sociais, pode fazer a diferença. Assim, alertamos-vos a todos para agirem no sentido de assegurar “um futuro comum” tanto para a geração presente como para as gerações vindouras.

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 BRIGITTE LUNDIN, França - GRZEGORZ POLAK, Polónia - HALINA BEDNARZ, Polónia - HUW ROBERTS, Irlanda - JEAN PIERRE BARTHOLEYNS, Belgica – JOSE MANUELESCOBERO, Espanha - KARL DONERT, Reino Unido – MARIA IERVOLINO, Italia – MAREK SAWICKI, Polónia – MAYA ARNAUDOVA, Bulgária – EDUARDO MARIN, espanha – ORLANDO FIGUEIREDO, Portugal – MIKA VANHANEN, Finlândia – TOLGA OZDEMIR, Turquia – SUSANNE PRATSCHER, Áustria – NORA NADJARIAN, Chipre – JANJA. JAKONCICFAGANEL, Eslovénia – TIM LAVERY, Irlanda – ROMEO MOCANU, Roménia 

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